Daily Archives: 22 de fevereiro de 2018

BirdWatching em Piedade (Observação de Aves)

22fev

Piedade esteve representada pelo mestre em biologia Márcio de Camargo Rosa no XII Avistar – Encontro Brasileiro de Observação de Aves, realizado entre os dias 19, 20 e 21 de maio, no Instituto Butantan. Esta é a primeira vez que o município participa deste evento, considerado o maior da América Latina.

Márcio ministrou palestra no dia 20 de maio, onde desenvolveu o tema “Piedade: riqueza de aves na Mata Atlântica”. Na oportunidade, o biólogo mostrou um panorama geral sobre o número de espécies de aves registradas no município e quais os principais locais propícios à prática do birdwatching (observação de pássaros), como: Vila Elvio, Parque Ecológico “Collemar de Miranda Botto”, Avenida Marginal (devido às Cerejeiras) e Sítio Sakaguti em razão da grande produção de caqui e os fragmentos de mata no entorno do local.

De acordo com a Diretoria Municipal de Turismo, no encontro, representantes do turismo de Piedade estiveram em um stand com dois banners intitulados “Aves em Pomares de Caqui de Piedade” e “Piedade: avifauna na Mata Atlântica Paulista”. Também informou que a empresa Conteúdo Brasil contratou um grupo de piedadenses representando o Sítio Moriá, Toca da Onça e Café Caipira para fazer o café da manhã que foi oferecido aos participantes na abertura do evento.

observação de aves é o passeio de ecoturismo que tem como objetivo observar as aves em seu habitat natural, sem interferir no seu comportamento ou no seu ambiente.

Tal roteiro constitui uma forma legítima de exploração ecoturística das áreas naturais, visto ser uma prática de baixo impacto. O público que procura este tipo de atividade é um público específico que possui alto grau de consciência ambiental, estando atento e adotando seriamente as práticas de mínimo impacto em ambientes naturais.

Painel Wiki Aves de Piedade – SP

http://www.wikiaves.com.br/cidade.php?c=3537800

O Trekking

22fev

O Trekking ou Caminhada é uma atividade física, aeróbica, que consiste no ato de caminhar em trilhas naturais, buscando maior contato com a natureza. É, na verdade, a mais antiga e conhecida forma de deslocamento desde que o homem ascendeu à qualidade de bípede e iniciou o ato de caminhar. Pode ser praticado tanto como uma forma de lazer, quanto em competições. Nesse caso, trata-se do trekking de regularidade e das corridas de aventura, modalidades que surgiram no início da década de 90, quando amantes da natureza resolveram adaptar as regras dos enduros de moto e jipe à caminhada ecológica.

A palavra trekking tem sua origem na língua africâner, onde o verbo trekken significa migrar e carregava uma conotação de sofrimento e resistência física, numa época em que o único meio e locomoção era a caminhada. Quando os britânicos invadiram a região, a palavra foi absorvida pela língua inglesa e passou a designar as longas caminhadas realizadas pelos exploradores em direção ao interior do continente.

trekking é uma das atividades ao ar livre mais seguras, e que pode ser praticada por qualquer pessoa saudável, em qualquer idade. Para aqueles que não praticam atividade física regularmente, o melhor caminho é se exercitar em caminhadas mais curtas, em praias ou parques. Porém, antes de praticar qualquer atividade física é necessário que se faça uma avaliação médica para garantir a segurança.Os praticantes do trekkingaliam o prazer em contemplar a natureza com os benefícios da atividade física, tentando fugir do stress do dia-a-dia.

Não existe uma idade mínima para a prática do trekking. O ideal é que o iniciante esteja acompanhado sempre de guias experientes, que já tenham feito a trilha anteriormente. Uma das maneiras de se iniciar no esporte é fazer a primeira trilha com uma agência especializada ou com algum grupo organizado, como os clubes excursionistas. Neste primeiro contato, será possível avaliar de forma correta e segura o ritmo da pessoa, suas necessidades e dificuldades em uma trilha. Mesmo contando com o auxílio dos guias, é interessante prestar atenção no caminho e nas soluções dadas aos problemas que surgirem para aprender a caminhar em ambientes naturais.

Em geral, a atividade é muito acessível do ponto de vista financeiro, pois são poucos os equipamentos necessários a sua prática. O Brasil é um local privilegiado para a prática do esporte, já que conta com trilhas espalhadas por todo o país, em locais de beleza diversa (chapadas, montanhas, praias, planaltos etc.) e inigualável.

 

Tipos de trekking

Existem diferentes tipos de trekking que são definidos pelo fator motivador da atividade (lazer ou competição) e por outras características como duração, distância, velocidade e regularidade. Conheça a seguir:

Trekking de um dia – Com curta duração, é uma atividade de lazer muito utilizada no Brasil, principalmente próximo aos grandes centros urbanos. A caminhada tem aproximadamente 10 km com início e fim bem definidos. Pode-se ir de um local a outro, semelhante às travessias, ou ir até algum cume e retornar ao ponto de partida. Existem trilhas com estas características espalhadas por todo o país.

Travessias ou trekking de longa distância – Trata-se de uma atividade de lazer, uma caminhada realizada entre dois pontos, cujo objetivo final é atingir o local proposto. É praticado por grupos com equipamentos para pernoites (como barraca e saco de dormir) e alimentação própria. Os trekkings mais longos podem durar vários dias, como a Trilha Inca (4 dias aproximadamente), ou caminhadas no Nepal (10 dias). Algumas são consideradas expedições, quando contam com carregadores, cozinheiros, guias especializados, etc.

Trekking de regularidade – Tem caráter competitivo. Um percurso não conhecido dos participantes é pré-determinado pela organização, para a realização de uma trilha, com tempo e local definidos. O importante não é a velocidade e sim manter-se no percurso correto e no tempo determinado. Utiliza-se planilhas com velocidades médias, distâncias e símbolo-referência. Pode-se utilizar qualquer equipamento de medição e de cálculo. O Trilha a Pé é um bom exemplo. As competições são realizadas por equipes, que costumam ser de três a seis integrantes. Cada um fica responsável por uma tarefa, sendo muito comum dividir em um navegador, um calculista e um contador de passos.

Trekking de velocidade – Também tem caráter competitivo e são chamadas de corridas de aventura. O objetivo dos competidores é alcançar postos de controle definidos pela organização da prova, no menor tempo possível, utilizando o caminho que melhor se adaptar ou achar melhor, e usando recursos como cartas de navegação e bússola. Deve-se observar a ordem dos postos de controle, que deverá ser seguida cronologicamente.

Equipamentos usados

Os equipamentos necessários para o trekking são mais baratos que o de outros esportes de aventura, mas mesmo assim precisam ser escolhidos com muito cuidado e critério, avaliando não apenas preço, mas também a qualidade. Equipamentos adequados podem garantir maior conforto à atividade.

Calçado – Por se tratar de uma caminhada, os calçados são de fundamental importância. As botas oferecem segurança ao tornozelo nos diversos terrenos e, por isso, são as mais recomendadas. Hoje existe também vários modelos de tênis específicos para a caminhada outdoor, sendo uma boa opção para o trekking. Durante a caminhada, o ideal é que se utilizem duas meias, uma fina com outra mais grossa por cima (pode ser de lã, se a caminhada for em local mais frio). Dessa maneira estará diminuindo o atrito dos pés com o calçado. As meias de algodão, por encharcarem facilmente, são desaconselhadas para o esporte.

Mochila – Usada para guardar todos os objetos necessários, como lanche, kit primeiros socorros, cantil, lanterna e demais acessórios. O tamanho deve ser escolhido conforme a duração do trekking e a quantidade de coisas que precisará levar. O ideal é que todo o equipamento caiba dentro da mochila, e não precise ser pendurado do lado de fora, o que acaba atrapalhando a caminhada por ficar agarrando nos galhos. Em trekkingscurtos, as pochetes (ou estojos de cintura) podem ser uma boa opção. Confira as opções de mochilas da Trilhas & Rumos.

Vestuário – Mundialmente, as calças-bermudas são as mais utilizadas para a prática do trekking. São calças bem versáteis porque permitem a retirada da parte de baixo, transformando a calça em uma bermuda, o que diminui a quantidade de roupa a ser carregada. No Brasil, devido ao clima quente, é comum o uso de roupas feitas com tecidos de secagem rápida no trekking, como a Calça Cargo e as camisas Sec Tech, TrilhasPro e Confortech, da Trilhas & Rumos. Recomenda-se também o uso de roupas claras (que absorvem menos calor) e vale levar na mochila um corta-vento ou capa de chuva, além de um casaco, caso o tempo mude.

Cantil – Hidratação é fundamental nas caminhadas, sejam elas competitivas ou apenas de lazer. Todo praticante vai ter sede e precisa se hidratar durante a atividade. É por isso que um cantil, de no mínimo um litro, deve estar sempre na mochila. A Trihas & Rumos tem ótimas opções para hidratação, incluindo cantis que se conectam diretamente às mochilas.

Acessórios – Os bonés ou chapéus também são de grande utilidade, pois protegem do sol e da chuva. Um protetor solar e um anorak também são itens recomendados para quem vai praticar o trekking.

Em provas – O trekking de regularidade e as corridas de aventura exigem equipamentos específicos. A bússola, por exemplo, é indispensável e para garantir o sucesso na prova é recomendável que se leve mais de uma. É necessário, entretanto, saber utilizá-la da maneira correta, já que um erro de direção pode acabar com as chances da equipe. Para calcular as distâncias entre os percursos são necessárias calculadoras. Também é importante que a equipe possua mais de uma, para o caso de quebra. Pilhas reservas são essenciais. Os relógios individuais são os maiores aliados para que o tempo estipulado em cada parte do percurso seja cumprido. Os modelos digitais facilitam a visualização e oferecem maiores possibilidades. Para a conservação e proteção dos objetos e planilhas é recomendado o uso de sacos plásticos.

Passeios Ciclisticos em Piedade (Cicloturismo)

22fev

“Há pessoas que vêm até aqui e dizem conhecer Piedade de cabo a rabo, porém, em cima de uma bicicleta elas acabam por redescobrir o município e suas belezas”, a frase é de Aquilino Francisco da Silveira Neto, personalidade envolvida com as pedaladas há onze anos. Ele é um dos principais envolvidos com os eventos ciclísticos que dão a piedadenses e turistas a opção de desbravar Piedade sob outra perspectiva.
Os passeios são independentes, gratuitos em sua maioria e promovidos pela comunidade biker local. Porém, por força do hábito e referência, o catalisador dessas pedaladas acaba sendo a loja mantida por Neto, a Superbikes. “São iniciativas autônomas, quem participa uma vez acaba por trazer um amigo, que traz outro conhecido e dessa forma os eventos vão crescendo”, explica. Vez ou outra, Neto e a Superbikes tomam a frente e promovem pedais especiais.

Iniciantes
Para quem ainda não é habituado com longas distâncias ou com o hábito de pedalar, o grupo promove o Sunday Mountain Bike, que acontece todo primeiro domingo do mês. São 20 quilômetros percorridos em ritmo confortável e que abrange pontos variados do município. Os veteranos costumam dar apoio aos iniciantes e pedalar em baixa velocidade, o que faz do passeio uma excelente oportunidade para quem deseja apreciar as paisagens piedadenses sem pressa ou sobressaltos. “Pedalar 20 quilômetros não é nenhum bicho de sete cabeças. Se a pessoa for saudável e tiver o mínimo de condicionamento físico ela consegue”, diz Neto. O principal, continua, é estar em harmonia com a bicicleta e pedalar com segurança.

Aos que já pedalam razoavelmente e querem conhecer Piedade de forma tranquila, é recomendado o passeio pela Estrada Velha de Sorocaba. O trecho é arborizado, com muita sombra e poucas subidas íngremes. A opção tradicional e ir até o bairro Fazendinha, passando pelo Jurupará até chegar a Sorocaba. O trajeto, contudo, permite variantes como, por exemplo, desviar até o Paredão da Light e seu visual impressionante, no bairro Piratuba.

Volta do Município
Bikers de nível avançado ou profissional têm a opção de realizar a Volta do Município. O roteiro contempla cerca de 170 quilômetros de pedaladas, passando pelo extremo limite de Piedade com outras cidades. Inicialmente, a intenção é que o trajeto seja percorrido em três dias, com o turista dormindo em pousadas entre uma etapa e outra.

Contudo, a Volta do Município foi planejada com pontos de escape, o que permite ao ciclista tomar um caminho que o leve de volta a Piedade. “Então, é possível voltar no final de semana seguinte e percorrer outro trecho”, diz Neto.

No quesito passeio de um único dia, a recomendação é a Vila Élvio, tradicional ponto turístico. O ideal, conta Neto, é ir de carro até o local e, só então, iniciar a pedalada pelos 50 quilômetros de trilhas em meio a cachoeiras, rios e demais exuberâncias da mata atlântica.

O ciclista, contudo, faz ressalva para dois pontos importantes. O primeiro deles diz respeito aos desafios oferecidos, o que faz da Vila Élvio um roteiro indicado a bikers mais experientes. O segundo refere-se ao fato de que o local é uma propriedade particular, de forma que é preciso pedir autorização antes de fazer qualquer pedal por ali.

Paraíso da mountain bike e ‘Dita do Matão’
Graças à topografia acidentada, repleta de ladeiras, Piedade é destino atraente aos praticantes de mountain bike. Em 2013, o município foi escolhido para uma das etapas do tradicional GP Ravelli. Mais de mil bikers de nível internacional participaram da competição, dividida em dois dias de evento. Foram 70km de pedalada passando por bairros como Gurgel, Oliveira, Furnas e outros.

O ponto alto do desafio foi, literalmente, a subida conhecida como ‘Dita do Matão’. Íngreme e repleto de pedras, buracos e valetas em seus três quilômetros de extensão, o trecho é indicado a atletas adeptos a modalidades hardcore. “Em alguns pontos, a impressão que se tem é de que se trata de uma parede, não uma ladeira”, brinca Aquilino Neto. Segundo ele, dos 500 ciclistas ativos no município são pouquíssimos os que conseguem chegar ao topo da ‘Dita’ sem descer da bike ou colocar o pé no chão.

O esforço é recompensado ao final do trecho, quando o atleta chega a um dos pontos mais altos de Piedade. O local, de beleza impressionante, é repleto de pedras ‘cuidadosamente’ posicionadas pela natureza. A mais curiosa das rochas foi rachada ao meio com perfeição, há milhares de anos.